O professor Marco Silva (UERJ/UNESA) atualizou o conceito de interatividade associando-o com a educação na cibercultura. Sua tese de doutoramento foi adaptada e editada no livro “Sala de aula interativa” – uma leitura indispensável aos ciberdocentes.
Nesse vídeo, Marco apresenta sua perspectiva e nos convida à interatividade.
Se a cibercultura instiga-nos à leitura e a escrita com os meios digitais, o ensino-aprendizado nessa cultura inspira-nos o (re)posicionamento como professores e alunos mediante as nova possibilidades interativas do virtual.
Aqui temos um “marco” para a Educação 2.0. Está ao nosso alcance o rompimento com a barreira exclusiva da transmissão, a horizontalização da prática pedagógica e o benefício da virtualidade com as interfaces digitais. Depende de nós! Aceita o desafio?







Adorei o vídeo do Professor Marco Silva, acerca da interatividade na WEb. Parabéns Professor!
Nubia, obrigado pela visita no Blog! Volte sempre e vamos interagir!
Olá professor Marco. Gostaria de obter sua opinião sobre os relacionamentos no msn. Será que ocorre uma idealização do outro?
Olá Susi, agradeço a mensagem… Embora tenha percebido que tenha sido enviada para o Marco Silva, arrisco uma resposta para você! Esclareço que apenas utilizei um vídeo do Marco Silva no meu blog, o CIBEREDUCAÇÃO.
Apesar de não ter muito trânsito na área da Psicologia, que creio ser a área mais adequada para a sua questão proposta quanto ao MSN e a idealização do outro, vou arriscar no que diz respeito à cibercultura.
Primeiramente registro um ponto quanto a interface. Você fala do MSN, mas existem outros que o reconfiguraram… Skype, Google Talk, Mensageiro Yahoo, o próprio Facebook etc. Ou seja, o modus operandi da comunicação no virtual se diversificou… e com essa diversificação a liberação da emissão (Lemos e Lévy, 2010) se expandiu ainda mais. Esse é um ponto. Passamos a ter um diferencial nas formas e suporte para as comunicações, nunca visto anteriormente na história da humanidade. A internet é uma rede, de pessoas (que se comunicam, constroem em conjunto, amam e odeiam…).
Tendo dito isso vamos a questão da idealização do outro. Volto a dizer que é uma questão da Psicologia, mas vou abordar sucintamente com alguns “fundamentos” da cibercultura. A cibercultura revela como um de seus principais pressupostos o processo de virtualização, que encontra em Lévy (1996; 1999) uma base conceitual. O autor defende a virtualização como uma dinâmica fecunda, potencializadora de realizações e que permite novas formas de criação – e eu acrescentaria para o caso: de relação com o outro. Lévy Indica a etimologia do termo “virtual” a partir do latim virtualis, que é derivante de virtus: força, potência. Assim, quando uma entidade é virtualizada iniciam-se processos de sua atualização ou reconfiguração, o que pode ser compreendido como um movimento de complexificação e expansão de possibilidades. Aqui temos uma hipótese para sua questão: a potencialização oferecida pelo virtual pode oferecer desdobramentos no processo de idealização do outro.
Isso é uma questão para uma pesquisa mais aprofundada, que envolveria como base a cibercultura e a Psicologia. Tens ai uma boa oportunidade de aprofundamento, ok?
Desejo sucesso! Abraços!
Obras citadas
LEMOS, Andre; LÉVY, Pierre. O futuro da Internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo: Paulus, 2010.
LÉVY, Pierre. O que é o virtual. São Paulo: Editora 34, 1996.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
—
Marcinho Lima
http://www.marcinholima.com.br
https://cibereducacao.wordpress.com
Oi Marcinho! Ok, muito obrigada