Os atuais acontecimentos no Egito tomam conta do noticiário internacional. O mal estar vai além das perniciosas relações de poder, da violência exacerbada e do regime totalitarista, emergindo a supressão da livre expressão via Internet.

Enquanto estrutura da inteligência coletiva – a expressão da vida na cibercultura – o ciberespaço representa forte ameaça às ditaduras e regimes totalitários, que insistem a se impor sem restrição de forças à liberdade da palavra e à produção da informação. O fato foi confirmado em uma matéria do IDGNow de 29/01/2011, que afirma:

Ontem, após retirar o Twitter e o Facebook do ar, o governo do Egito decidiu interromper definitivamente o acesso à Internet no país. Para isso, foi buscar recursos legais e técnicos. Os recursos legais atingiram diretamente os operadores de telefonia móvel e os provedores de acesso. Todos os operadores móveis no Egito foram instruídos a suspender os serviços em áreas selecionadas. Segundo a legislação, as autoridades egípcias têm o direito de emitir essa ordem. O mesmo aconteceu com os provedores de acesso. O governo Mubarak ordenou que provedores cortassem todas as conexões internacionais para a Internet. Todas as rotas para as redes egípcias foram retiradas, quase que simultaneamente, da tabela global de roteamento da Internet.

A restrição do acesso às tecnologias da liberdade via internet é uma questão que afronta diretamente a cidadania. Abro esse espaço em um blog que se dedica à educação na cibercultura como um alerta e um convite a reflexão. Os processos educacionais são, em sua essência, democráticos e precisam estar atentos ao poder transformador das tecnologias digitais. Mais que uma questão de acompanhar o desenvolvimento tecnológico digital, educar assume o direcionamento de seu uso ético e sempre a favor da cidadania. Afinal, a liberdade é mais bem protegida pela luz do que pela sombra (Pierre Lévy em O futuro da Internet: Em direção a uma ciberdemocracia planetária).

Mahmud Ahmadinedschad - Fonte: http://ishr.org

Raúl Castro - Fonte: http://ishr.org

Hugo Chavez - Fonte: http://ishr.org

Kim Jong - Fonte: http://ishr.org

Veja a matéria completa do IDGNow em http://twixar.com/pRwQA1y

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comentários
  1. mldfior disse:

    Oi Marcinho! Saudade! Concordo que o poder das redes sociais é imenso. O fato do governo do Egito bloquear o acesso, chamou mais atenção ainda e talvez o feitiço vire contra o feiticeiro. Abração!

  2. Fernando disse:

    Marcinho, passando rapidinho pra deixar uma foto do protesto no Egito hoje:

    Mais uma vez, ótimo texto.
    Abração

  3. Grande amigo Marcinho, mais uma vez vc pontua muito bem sobre questões relevantes e muito pertinentes sobre os fluxos e dinâmicas da Cibercultura, das perspectivas e possibilidades. Vc sabe que acredito que temos muitas oportunidades dentro dessas novas reconfigurações para um mundo mais equânime, onde as pessoas possam se encontrar e construir juntas, principalmente a partir das divergências e diferenças, que são fundamentais e por isso devem ser respeitadas. Esses acontecimentos realmente devem servir para reflexões sobre questões relacionadas à ética e a democracia, e a Educação tem um papel fundamental em todo esse processo.
    Vamos juntos nessa, amigo!!!
    Um abraço!!!

  4. Audiane Alves Teixeira disse:

    concordo com você professor, acho um absurdo impedir que um povo participe de algo até então “global”. Impedir tal acesso pode no fim acarretar a consideráveis consequências, que acredito não serem boas…

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